ENTREVISTA
MARIO PELICANO – THE LAST DANCE?
Muito
boa noite a todos os fãs de NBA do mundo todo! Nesta noite, temos a honra de
receber nos estudos do BTG NEWS o lendário GM Mario Pelicano, também conhecido
como Pelicano, o Excêntrico. O homem que dominou o mundo dos simuladores entre
os anos de 2005 a 2007, com grandes trabalhos e títulos, inclusive, ganhando um
título na sua primeira temporada. Porém, o tempo passou e Pelicano caiu no
ostracismo, fazendo trabalhos medíocres, apenas com algum brilhareco aqui ou
acolá. Hoje vamos saber o que todo mundo está esperando: Pelicano segue a
carreira de GM, ou tudo termina nesta noite aqui nos nossos estúdios? Vamos
lá... o homem está aqui, e vai abrir o jogo!
BTG
NEWS – Boa noite, Pelicano. Prazer e honra imensos receber o Lendário GM aqui
nos nossos estúdios. Acredito que os fãs da NBA no mundo todo estavam
aguardando essa entrevista.
PELICANO
– Boa noite a todos. Feliz por estar aqui e conversar um pouco com todos vocês.
BTG
NEWS – Então vamos ao que interessa, vamos ao que todos querem saber. Como
ficou sua situação após essa última reunião com o Diretor Geral da liga, Miró
Rodrigues? Pelicano aposenta, fica nos Thunder, ou vai para os Bulls?
PELICANO
– Então, agora finalmente posso dizer, com muita alegria, com muita honra, que
vou permanecer em OKC, no comando dos Thunder.
BTG
NEWS – Que bela notícia para OKC! Certamente a comunidade está em festa neste
momento! Mas, Pelicano, por favor, conte-nos os detalhes dessa negociação com
Miró Rodrigues para seu retorno ao Simulador, que, inclusive, você foi um dos
criadores. Não estava acertada sua ida para os Bulls ao final da temporada?
Aliás, conte-nos como foi sua volta da aposentadoria, uma vez que era de
conhecimento de todos que você já não queria mais dirigir uma equipe.
PELICANO - Pois é, eu já estava aposentado, minha
carreira havia terminado. Estava querendo descansar, curtir a vida, sentia que
após uma sucessão de trabalhos inconsistentes já não tinha mais nada a propor,
já não tinha mais nada a acrescentar ao mundo do Basquete. Aliás, Miró
Rodrigues já havia me contatado algumas vezes para retornar, mas sempre negava
os convites. Porém, dessa vez, não pude negar o convite do meu amigo, pois a
temporada caminhava para seu final e era preciso alguém assumir a equipe. Aceitei,
realmente pela amizade do Miró, que sempre batalhou demais junto com o Bruno
pela manutenção do Simulador. Também seria bom rever os demais GMs, que conheço
há tanto tempo. Com o Miró e Jorge Ferreira sempre mantive contato, tratando-se
de uma amizade de longos anos. Como conversado, de início era apenas um retorno
passageiro, até o fim da temporada, com a opção de renovar o contrato por mais
uma época, sendo, que, na verdade, a questão do retorno ao Bulls nunca foi
real, isso é apenas parte do quesito folclórico da minha pessoa, o velho jogo
de cartas para desestabilizar os adversários e dar uma apimentada na liga.
Verdade é que renovei o contrato com o Miró por mais um ano, podendo ser esta a
minha The Last Dance.
BTG
NEWS – Esse é Mario Pelicano, o lendário, o Folclórico, o Excêntrico. Entendido
todo o ocorrido para sua volta, antes de falarmos dos Thunder, do projeto para
a equipe e tudo o mais, acho que todos, especialmente, os mais jovens, vão
gostar de conhecer um pouco sobre sua carreira de GM. Como você iniciou nos
simuladores? Quando? Fale um pouco das glórias e dos seus dissabores.
PELICANO
– Vamos lá. Iniciei no ano de 2005. Na verdade, não me lembro como cheguei
aqui, eram tempos antigos, a internet estava apenas “nascendo”. Mas, acredito
que por jogar o Football Manager, que na época talvez ainda se chamasse
Championship Manager, eu devo ter procurado na internet por um jogo Manager de
Basket, me deparando, então, com o site do TBM, acho que era assim que se
chamava. Esse simulador era administrado pelo Português Rui Leite (se não me
engano). Verdade é que vi aquilo, e mesmo sem entender direito sobre o que se
tratava, fiz minha inscrição. Era tudo muito rudimentar, não havia conversa
entre os GMs, colocava-se notícia no Fórum do simulador e a coisa seguia. As
simulações não eram ao vivo, o Rui as fazia e depois postava os resultados no
Fórum. Fui escolhido para a equipe dos Miami Heat, acho que era a segunda época
do Simulador. Era um Simulador bastante abrangente, muito bom, o motor do jogo
tinha bastante opções. Bem, entrei para o Miami Heat, na época lembro que tinha
mais um brasileiro também, que me ajudou a entender o básico. Tinha uma grande
equipe. Wade de PG, Yao Ming e ainda contava com Sam Cassell e Elton Brand. Não
lembro das trocas, contratações, etc... Wade e Yao eram dominantes demais e fui
campeão, até com certa facilidade. Não me lembro dos demais participantes,
acredito que alguns daqui estiveram por lá, talvez o Nikolaz. Também não me
lembro se houve a terceira temporada, e se houve, foi a útlima, porque depois o
Rui parou com tudo e foi para a Aeronáutica, se não me engano. Se houve essa
terceira temporada, e até acho que houve, eu não ganhei, mas devo ter chegado
no mínimo numa semifinal de conferência, mas não tenho certeza. Pelo pouco que
me lembro, perdi na final da conferência.
BTG
NEWS – Esse é o Homem, a Lenda. Campeão em sua primeira temporada. Pelicano,
fale mais sobre sua carreira, depois do TBM, o que aconteceu?
PELICANO
– Bem, lembro que um Português chamado “MIKE”, “MIQUE”, algo assim, teve um
Simulador, mas não foi para a frente. Meu próximo simulador foi o ILTG, que
tinha o motor do jogo igual ao TBM. Não lembro o nome do administrador, acho
que era Maciel, mas lembro que parece que ele era o cara que iniciou tudo isso,
até mesmo antes dos irmãos Pardal. Devo ter entrado lá a convite dos conhecidos
do TBM. Na minha primeira temporada, joguei com os Magic, uma temporada apenas
razoável. Na temporada seguinte, fui para os Grizzlies, mas não me lembro como
foi essa troca. Tinha uma boa equipe, que também contava com Wade. Acho que ele
já era SG e nem me lembro quem era o PG. Minha grande contribuição ali foi ter
trazido Bogut e Iguodala, formando um brutal muro defensivo, já que a equipe
também contava com Kirilenko. Essa muralha defensiva e a genialidade do Wade me
levaram ao meu segundo e último título. Depois, pelo que lembro deu um problema
no Simulador e a terceira temporada foi interrompida, não voltando mais. Após
isso, tivemos outros Simuladores, houve época que jogávamos três ao mesmo
tempo. Um deles foi do Grande André Lucas, hoje também GM do BraTuga. Ná época
ele ainda era um garoto. Acho que o Simulador já era do mesmo tipo do Champ do
Pardal (não me lembro o nome exato). O André Lucas até me ajudou no inicio a
entender o funcionamento das coisas, eu já estava ficando velho (risos). Acho
que foi nesse simulador que fiz um dos meus últimos grandes trabalhos, chegando
numa final de conferência e perdendo para a equipe do Nikolaz, quando ele com
Deron Williams atropelou minha equipe (acho que foi isso).
BTG
NEWS – Quanta História, quantos momentos vividos. Pelicano, o que veio depois?
Foi a partir daí que chegou o tão falado declínio da sua carreira?
PELICANO
– Na verdade sim. Como falei acima, eu já estava ficando velho, e a garotada
vinha com força total. Eu comecei quando os garotos não tinham nem pelo no saco
ainda. Todos eram muito jovens, meninos na escola, e eu já estava lá com meus
30/35 anos, pai de família. A cabeça já não era a mesma, o conhecimento sobre
os jogadores, as regras, e tudo o mais. Naquele ponto já não acompanhava os
jovens, imagine hoje. Vamos lá... depois disso entrei no VirtualNBA do Pardal Sénior,
mas não fui bem, aliás, nunca me dei bem nesse tipo de simulador, esse tipo de
motor de jogo. O Virtual acabou e veio o Champ do Pardal Júnior, também não fiz
bonito por lá. Aliás, no VirtualNBA, quando estava com uma ótima equipe o
Simulador acabou, eu tinha o jovem Harden chegando na liga e sentia que teria
uma equipe para chegar longe. Sobre o Champ, onde fiquei por muitos anos, onde
creio que todos os Portugueses daqui também estiveram, fiz trabalhos realmente
medíocres. De grande mesmo por lá, eu fiz um excelente FAP, sacando LeBron e
Curry, deixando para trás os demais GMs, usando e abusando da minha veia
excêntrica durante o FAP. Mesmo assim, o time foi mal, só tinha os dois. Meu
último suspiro como GM foi na época seguinte, quando com uma equipe medíocre,
realmente fraca, classificando em oitavo lugar para os PO, ganhei dos Mavs que
tinha uma super seleção. Sei lá como fiz isso, ganhei por 4x2, resultado
absurdo. Eu nunca fui bom para montar equipe, mas sempre me dei bem no quesito
tático. Depois na semifinal da conferência perdi para o Jorge Ferreira, que
também tinha uma equipe bem superior a minha. Estive a ganhar por 3x2 e por
pouco não passei à final. Após isso, nada mais deu certo, e seguiram-se
trabalhos pífios.
BTG
NEWS – Assim conhecemos a queda de um dos grandes GMs dos Simuladores. O Homem,
outrora Lendário, passou a ser apenas
Excêntrico. Pelicano, para terminar essa parte da sua vida, fale um pouco sobre
a formação do BraTuga.
PELICANO
– Bem, um dia o Bruno Santiago me chamou no WhatsApp falando que tinha ideia de
um Simulador e tal, que havia conversado com o Miró. Marcamos uma reunião e
assim demos início ao BraTuga. Aos poucos fomos formulando regras, ajeitando o
motor do jogo, etc... O Bruno no comando da parte técnica e o Miró sempre
gerenciando o projeto. Eu, na verdade, fiz muito pouco, era mais um elo entre
Bruno e Miró. Na época foi muito bom, pois não existiam mais simuladores. O BTG
acabou por unir novamente todo o pessoal em torno do esporte que amamos. E é
isso, o projeto se tornou grandioso e hoje é o que é. Eu iniciei no Bulls,
montei uma equipe terrível, abusei da questão excêntrica durante o FAP Fantasy
e acabei ficando nos últimos lugares da liga. Ganhei o MPT, e esse foi meu
único titulo nos últimos 18 anos (risos). Saquei o Wemby no Draft e saí da
equipe e do Simulador durante a segunda temporada. Havia outras coisas na vida
e já não sentia prazer no jogo. Fiz questão de que chamassem o grande Nikolaz
para a comissão e assim seguiu o BTG até hoje.
BTG
NEWS – Vamos falar agora sobre a volta do Excêntrico. O que pensa para os
Thunder para essa próxima temporada? Onde essa equipe pode chegar?
PELICANO
– Bem, na verdade estou otimista com a equipe. Quando cheguei já era uma boa
equipe, embora com furos em determinadas posições, que permanecem até hoje. Mas
uma equipe que tem Tatum pode sempre lutar por coisas grandes. Penso que
consegui melhorar o elenco. Quando cheguei a equipe não tinha um SG, jogava com
um PG na posição. O PG era o CP3 , que não iria continuar. Consegui fazer boas
trocas, trazendo o DiVincenzo para a posição de SG e ainda consegui na reta
final trazer James Harden, já sabendo que ele iria melhorar para essa
temporada, e realmente teve uma boa melhora. Dessa maneira, tenho um bom 5
inicial. É certo que DiVincenzo e Vanderbilt não são jogadores dos sonhos de
ninguém, mas são excelentes defensores, que casam muito bem junto a Tatum,
Harden e Duren. Fora Harden, todos são defensores muito bons. O banco de
reservas não é forte, mas poucas equipes tem um banco realmente bom. Consegui o
sexto posto na conferência, que foi muito disputada. Foi uma pena, tivesse
chegado em quinto, poderia ter passado à semifinal. Mesmo assim, fiz uma grande
série contra os Pelicans, que eram relativamente mais fortes, ficando a
segundos da passagem, mas não deu. Depois de duas prorrogações fomos
derrotados. Para essa época, acredito que estamos mais fortes. A meta é chegar
entre os 4 primeiros da conferência e atingir a semifinal. Algo maior é
possível, mas depende de um bom encaixe durante a temporada. Acredito que se
fizer um bom trabalho, deixar a minha veia excêntrica de lado, poderei talvez
chegar ao terceiro ou segundo posto da conferência. Não será fácil, mas pode
acontecer. Tudo a depender de uma série de questões, como acerto tático,
lesões, etc... A meta mesmo é chegar entre os 4 primeiros da conferência.
Quanto a deixar a veia excêntrica de lado, não prometo nada, pois é justamente
nisso que está a graça de ser Mario Pelicano!
BTG
NEWS – Bem, amigos! Assim terminamos essa histórica entrevista com o Lendário,
o Excêntrico. Falamos com Mario Pelicano, o homem que já estava aqui quando
tudo era mato, quando muitos dos outros Gms sequer tinham pelo no saco. O homem
que um dia já foi vencedor, mas hoje é apenas um folclórico GM. Muitos não
acreditam que ele ainda possa fazer um bom trabalho, na verdade, nem ele mesmo
acredita nisso. O BTG NEWS vai acompanhar essa próxima temporada de muito
perto, até porque essa pode ser a The Last Dance de Mario Pelicano, o mais
folclórico entre todos os GMs.

Espero que não seja a Last Dance, que o nosso amigo Pelicano ainda tem muito para dar à nossa liga! Ainda há muito por conquistar, muito churrasquinho para oferecer!
ResponderExcluirMuita mídia e pouco futebol?
ResponderExcluirDizem.
Que entrevista fantástica! Como GM do BraTuga, foi um prazer enorme ler esse verdadeiro mergulho na história dos simuladores. Muitas vezes a gente entra nesse mundo sem ter noção de como tudo começou — e ver o Pelicano contando com tantos detalhes o início de tudo, os nomes, os fóruns, as primeiras experiências, é simplesmente impagável.
ResponderExcluirDá pra sentir o quanto essa trajetória foi construída com paixão e camaradagem, mesmo nos tempos mais “rudimentares” da internet. É inspirador saber que o que temos hoje no BraTuga nasceu lá atrás, com pessoas como o próprio Pelicano, Miró, Bruno e tantos outros que acreditaram na ideia e mantiveram viva a chama do simulador.
Parabéns pela entrevista e, claro, ao lendário Excêntrico, por compartilhar tanta história e nostalgia conosco. Que essa “The Last Dance” ainda renda muitos capítulos!
Que o Pelicano nunca ganhe o BraTuga .. pois tudo que ganha, fecha! rs
ResponderExcluirBrincadeiras a parte... boa sorte aos Thunders
Grande entrevista do Pelicano! Fui saber que simulador de NBA existia ano passado, quando Daniel me convidou e saber que a história é grande e tão antiga foi sensacional! Me senti em coma nesses anos sem saber que existia kkk. Boa sorte ao Pelicano e que não seja a Last Dance!
ResponderExcluirFaltou mencionar passagens por FBN, BLM2, VBL...
ResponderExcluirUma entrevista diferente, quase como um autobiografia ahah
Boa sorte e boa época Pelicano!
Excelente notícia à lenda! O Pelicano devia fazer uma série de historiador dos simuladores! Tanto conteúdo!
ResponderExcluirRealmente joguei em todos esses que o Adriano citou, como falei , chegamos a jogar em três simuladores ao mesmo tempo, senão quatro. Não lembro qual destes era o do André Lucas. Bons tempos....
ResponderExcluirGrande entrevista do sempre excentrico e lendario Mestre Pelicano, nunca sabemos o que vai na sua cabeça
ResponderExcluirUma excelente entrevista dum dos GMs que melhor conheço ao fim de tantos anos. Mantivemos sempre contacto e tenho a certeza que será uma amizade para a vida toda. Foi com grande alegria que assisti ao seu regresso e tenho a certeza que o bom velho Pelicano ainda vai dar muitas cartas nos simuladores
ResponderExcluirGrande entrevista, que figura excepcional é o Pelicano, eu espero que não seja sua última dança, e que siga aqui conosco por muitas épocas 🙏🏼👏🏼👏🏼
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